quinta-feira, 5 de junho de 2008

O BE visitou o C S Barão do Corvo e Extensão de Saúde de Canidelo


Integrada na jornada nacional de defesa do SNS, o deputado João Semedo, acompanhado de autarcas e activistas do BE, visitou o Centro de Saúde de Barão do Corvo, e as futuras instalações da extensão de Saúde de Canidelo.

As visitas tiveram como objectivo conhecer a realidade do CS Barão do Corvo, bem como conhecer as condições de funcionamento da extensão de Canidelo. De acordo com Directora, Drª Dalila Carvalho, o CS Barão do Corvo tem 64.757 utentes. Destes, 4.225 pertencem à extensão da Afurada, 12.288 ao Centro Médico de Canidelo, que tem protocolo de concessão com o SNS.O CSB do Corvo, para além da assistência médica, tem serviços de enfermagem, de fisioterapia, de psicologia, de nutricionismo, de consultas de Aconselhamento Jovem e de Tabagismo. Na visita às instalações da Extensão de Saúde de Canidelo, com capacidade para 3 USF – Unidade de Saúde Familiar, guiadas pela Srª Directora e pelo Sr Presidente do Executivo da Freguesia, fomos informados que esta entrará em funcionamento no dia 17 de Março. A USF-Unidade de Saúde Familiar será composta por 7 médicos, 9 enfermeiros e 3 administrativos.
É nosso entendimento de que da boa qualidade dos equipamentos irá resultar uma melhoria substancial nas condições de atendimento dos utentes, com reais benefícios na assistência médica, já que, para além doutras melhorias, vai permitir que milhares de utentes passem a ter médico de família . No entanto, este investimento corre o risco de não ser totalmente aproveitado e rentabilizado. O Centro de Saúde, com capacidade para 3 USF e assistir 30 mil utentes, o que possibilitaria aliviar o CS Barão do Corvo em cerca de 20 mil utentes, irá atender somente 12 mil. Esta situação deve-se ao facto do governo não ter criado as condições financeiras e legislativas para mais USF, por um lado e ao facto de continuar a manter a convenção, desnecessária, com o Centro Médico de Canidelo, entidade privada, situação que para além de aumentar os gastos, não permite a passagem automática de todos os utentes para a nova USF, situação que urge alterar, o que exige o fim da convenção.

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