quinta-feira, 5 de junho de 2008

O previsível aconteceu!


MUITAS CRIANÇAS DO PRÉ-ESCOLAR NÃO ENTRARAM NOS JI DE CANIDELO.
Canidelo, pela sua posição geográfica e pela sua proximidade ao Porto e às novas “catedrais de consumo”, os hipermercados, começou a ser procurado pelos especuladores imobiliários e, em 10 anos, a sua população triplicou, sem que tenha havido correspondente evolução das estruturas sociais e educativas. A evolução da pressão demográfica de Canidelo era previsível, facilmente previsível e só a opção política baseada na construção como suporte financeiro da Câmara permitiu que não se acautelasse as consequência da construção a qualquer preço.
Neste ano lectivo, 2007/08, 53 crianças da freguesia em idade de iniciar o pré-escolar, não tiveram lugar nas 5 EB1/JI de Canidelo, para além de algumas crianças só terem tido vaga na EB1/JI da Afurada. Entretanto, todas as EB1/JI da freguesia atingiram a lotação máxima, o que prefigura um próximo ano escolar com menos vagas do que este ano escolar.
Por outro lado, a EB2/3, já não comporta mais alunos e este ano já teve de recorrer à instalação de 2 contentores, para garantir a frequências de dezenas de alunos, que corriam o risco de deixarem a escola.


Se a Câmara tivesse dado a importância à construção dos equipamentos sociais e escolares como dá à construção de novas vias e grandes projectos imobiliários, esta situação nunca teria acontecido. O desleixo da Câmara na resolução deste problema é de tal ordem que na CARTA EDUCATIVA MUNICIPAL não consta qualquer construção escolar, seja do 1º ciclo, seja de outro 2º/3º ciclos, bem como consta do “novo Parque Escolar” apresentado publicamente e com grande cobertura mediática, no dia 22 de Agosto, último.
As sucessivas Assembleias e Executivos da Freguesia também têm responsabilidades, porque não sensibilizaram nem pressionaram, em devido tempo, a Câmara para que fossem construídos novas escolas.
O Bloco de Esquerda irá propor à Comunidade Escolar a realização de um Fórum sobre as condições do Ensino na freguesia e do qual possa sair contributos para a solução da falta de equipamentos escolares na freguesia.

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